Marketing Digital

O botão “não curtir” do Facebook

O que muda no marketing e nas redes sociais quando surge a opção de distribuir “não curtir” (ou “dislike”) por aí? Confira!


Em uma recente sessão de perguntas na sede do Facebook, na Califórnia, Mark Zuckerberg admitiu que o botão “não curtir” (“dislike) pode aparecer a qualquer momento nas timelines. No entanto, muito mais que um botão, essa novidade carrega um aspecto bastante simbólico e que exige bastante reflexão.

Por exemplo, hoje quando uma marca posta algo no Facebook — texto, imagem, música, vídeo etc. — temos a opção de “curtir” ou simplesmente não fazer nada. Mas, o fato de não fazer nada diante de uma publicação não significa que não curtimos; e pode significar, também, uma forte reprovação.

O “não curtir” ainda é uma grande incógnita. Afinal, ainda não há como saber de que maneira o botão será integrado ao algoritmo e aplicado à plataforma, mas sabe-se que ele mudará muita coisa. Que benefício (ou estrago) esse novo recurso pode trazer? Confira, a seguir.

1. Mais opinião com menos esforço

Uma das características mais marcantes do Facebook hoje é que não precisamos dizer o porquê de dar um “like” — Contudo, é por meio desses likes que expressamos nossos gostos, que comunicamos aos demais usuários características de nossa personalidade.

Mas, com a prevista chegada do botão “dislike”, pode vir junto um medo de reprovação: “minha empresa não é relevante”, “não estou atingindo as pessoas certas”, entre outros questionamentos — Isso porque é mais fácil clicar em um botão que escrever um comentário negativo.

2. Mais agilidade com métricas e hipóteses

O botão “dislike” também tem suas vantagens: números são sempre mais fáceis de mensurar e feedbacks de clientes e um verdadeiro presente para a empresa. A novidade pode ser uma excelente ferramenta para reforçar uma cultura de testes. Confira o exemplo:

Se você tem uma audiência de 1000 pessoas e 200 dão “like”, hoje essa conversão significa sucesso. Mas se você descobre que das 1000 pessoas, 200 dão “like” e outros 200 dão “dislike”, a referência de sucesso muda.

Dessa maneira, será necessário conhecer muito mais o seu público e entender o que ele espera da sua marca. Ainda assim, todo cuidado é pouco — Ninguém quer muitos “dislikes”.

3. Maior relevância e critério

Toda e qualquer interação no Facebook se transforma em um log de programação, que é armazenado e entendido pelo algoritmo. Isto é, se curtimos algo, o Facebook guarda esse dado — além do que escrevemos, o que conversamos no chat, entre outras atividades —, logo, o “não curtir” entraria nesse algoritmo.

Porém, a chegada desse recurso pode resgatar uma boa prática ainda não executada por muitas empresas: publicar conteúdos com critério e sempre buscar a relevância. Para isso, é preciso saber para quem se escreve.

O botão “não curtir” será algo bastante saudável para o Facebook — Afinal, trará muito mais critério nas postagens, e receber um “dislike” pode trazer muitos benefícios para o mundo digital.

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Empreendedor Magnético

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