Gestão Financeira

CDI: Entenda a relação dele com seus investimentos

O investimento em título e fundos de renda fixa está cada vez mais atrativo e ganhando popularidade no Brasil. Com a alta dos juros, mas pessoas têm abandonado a caderneta de poupança e migrado para aplicações que se beneficiam da Selic e que possuem a mesma segurança que a poupança.

Para os investidores da renda fixa, o CDI (Certificado de Depósito Interbancário) é uma sigla conhecida. Afinal, boa parte das aplicações pós-fixadas têm sua rentabilidade atrelada ao CDI. Nelas estão incluídas a maioria dos CDB (Certificados de Depósitos Bancários), LCI (Letras de Crédito Imobiliários) e LCA (Letras de Crédito do Agronegócio) emitidas pelos bancos.

Por exemplo: um CDB pós-fixado pode render 110% do CDI em um banco médio e 80% do CDI em um banco grande. A explicação está relacionada com o risco de crédito (calote no pagamento), que no caso dos bancos maiores é menor do que nas instituições de médio porte. No entanto, é necessário avaliar outras questões e garantias como o FGC (Fundo Garantidor de Créditos), que garante aplicações de até R$ 250 mil em alguns títulos de renda fixa (como CDB, LCI e LCA), independentemente do tamanho do banco emissor. Se a instituição quebrar, o FGC garante as aplicações de até este valor por CPF.

Justamente por isso é muito importante avaliar a relação risco/retorno das aplicações financeiras e utilizar a garantia do FGC a seu favor, procurando produtos que pagam um percentual maior de CDI — desde que a aplicação não ultrapasse o limite de R$ 250 mil por instituição. Para ter uma ideia da diferença, se investir R$ 100 mil durante 10 anos em um CDB que paga 80% do CDI, no final do período o retorno será de R$ 234.067 (menos o Imposto de Renda). Já se aplicar em um CDB a 100% do CDI o saldo no final será de R$ 289.504 (menos IR). Por fim, se o título investido oferecer um retorno de 115% do CDI, terá R$ 339.535 (menos o IR) após 10 anos, uma diferença muito grande em relação a quem comprou um CDB que paga apenas 80% do referencial.

Fonte: UOL Economia

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Empreendedor Magnético

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