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5 investimentos que rendem mais que a poupança

Aplicar dinheiro na poupança não tem sido um bom negócio para os investidores. Com rendimento abaixo da inflação neste ano, quem deixou dinheiro na caderneta recebeu menos do que investiu.

Já os investimentos ligados aos títulos públicos ou ao CDI, que buscam acompanhar a taxa Selic (taxa de juros básica da economia), que está em 14,25% ao ano, têm garantido retornos maiores. A seguir, confira alguns investimentos de renda fixa mais conhecidos e utilizados como alternativa à caderneta de poupança.

1. Tesouro Direto

O Tesouro Direto é uma maneira de investir em títulos público emitidos pelo governo. Eles podem ser indexados à taxa Selic, à inflação ou ainda pagar uma taxa previamente acordada de juros (os chamados títulos prefixados) — No entanto, esse tipo de investimento precisa da intermediação de uma corretora ou banco para fazer a aplicação.

É importante aplicar nos títulos que coincidam com a data que se deseja retirar a aplicação, porque aí o investidor terá certeza de que irá receber o valor que está contratando. Se vender o papel no meio do caminho, poderá perder dinheiro.

2. LCIs e LCAs

São títulos de crédito que têm como garantia financiamentos imobiliários ou financiamentos agrícolas. Não há incidência de IR (Imposto de Renda) nem de taxa de administração e são garantidas pelo FGC (Fundo Garantidor de Crédito) no valor de até R$ 250 mil.

A desvantagem é que, normalmente, têm prazo para que o dinheiro permaneça aplicado, sendo impossível fazer a retirada enquanto não vencer a data do resgate — Esse prazo pode variar de 90 dias a 3 anos.

3. CDB

Não paga taxa de administração, mas paga Imposto de Renda. Há aplicações que pagam retornos crescentes à medida que o investidor deixa o dinheiro no banco.

Como o CDB é um empréstimo do investidor ao banco que emite o papel, quanto maior o banco, mas “seguro” o empréstimo. Por isso, os grandes bancos costumam oferecer uma remuneração menos atraente do que as instituições menores.

Como o CDB tem proteção do Fundo Garantidor de Crédito de até R$ 250 mil (em caso de quebra da instituição), a recomendação é manter o investimento dentro desse limite — O limite deve abranger todas as aplicações feitas pelo CPF naquele banco (tem de somar tudo: CDB, poupança, LCI).

4. Fundos de renda fixa

Para investir em fundos, a dica é olhar a taxa de administração — Essa taca incide diretamente sobre o patrimônio.

Por exemplo, se tiver R$ 100 mil num fundo e a taxa de administração for de 3% ao ano, isso significa que você irá pagar R$ 3000 quando ela for cobrada. Por isso, é recomendável procurar fundos com taxa de administração inferior a 1%.

Os fundos têm incidência de IR, que vai de 22,5% para aplicações com menos de 6 meses a 15% para períodos acima de 2 anos. Além disso, não têm garantia do FGC, mas suas contas são mantidas separadas das instituições. Há incidência de imposto come-cotas, que é um desconto semestral de IR.

5. Previdência privada

Esse investimento serve para o dinheiro cujo destino é a aposentadoria, pois tem a vantagem de adiar o desconto do Imposto de Renda apenas para o momento do resgate.

O PGBL (Plano Gerador de Benefício Livre) é o mais indicado para quem faz a declaração pelo formulário completo do Imposto de Renda, pois permite o abatimento das contribuições na declaração pelo formulário completo do Imposto de Renda, pois permite o abatimentos das contribuições na declaração — No resgate, será tributado o montante do investimento (capital mais rendimento).

Já o VGBL (Vida Gerador de Benefício Livre) é recomendado para quem faz a declaração do IR pelo formulário simplificado. No resgate, a tributação irá incidir apenas sobre o rendimento.

Também é preciso prestar atenção na taxa de administração e para outras possíveis taxas. A previdência  tem a vantagem de não ter a incidência de come-cotas.

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